Sessenta e Um Anos da Criação da SBAA - Rubens de Azevedo, o Amigo da Lua

Por Heliomárzio Moreira
2008
Por ocasião dos 61 anos de fundação da primeira associação de astronomia do Brasil, em seu primeiro aniversário sem o seu fundador. Uma singela homenagem àquele que foi um verdadeiro caçador de estrelas, um divulgador incansável da ciência do céu, que o encantou muito, assim como a muitas crianças e jovens que, ao ler seus artigos e livros inspiraram-se a caminhar nessa Via Láctea e mais além... Nos caminhos de Urânia.

Rubens de Azevedo, o Amigo da Lua

 

O nome de Rubens de Azevedo torna-se sinônimo de astronomia nos verbetes de quem tem memória e preza a ciência deste país. É sinônimo de SBAA, a Sociedade Brasileira dos Amigos da Astronomia, da qual foi fundador, juntamente com outros entusiastas da ciência do céu.



E isso porque, com seus livros e artigos de divulgação científica, enchia os olhos e a imaginação daqueles que folheavam seus trabalhos, contaminando a todos com o “vírus da astronomia”, ou o “vírus Azevedo”. Deste, ninguém fica curado, haja vista o número de astrônomos profissionais e amadores que em bastidores de congressos, e-mails e outras oportunidades de contato, disseram ter despertado para a Astronomia após ler um livro de Rubens de Azevedo.
 


Quantas vezes, após falar da SBAA de Fortaleza, quando diziam “cadê o Rubens?”, “como está nosso amigo?”, “mande um abraço ao Rubens.”, “olha, nossa associação foi fundada por ele.”, “nosso grupo existe por incentivo dele.” e uma frase que resume tudo isso: “O Rubens de Azevedo é uma lenda viva. Sou louco para conhecê-lo pessoalmente!”.



Nossa! O “seu” Rubens, como era carinhosamente chamado por nós estudantes. Que orientava, incentivava, doava material, que foi exemplo de pessoa e dona Jandira Carvalho de Azevedo, escritora, jornalista e poetisa, sua esposa e companheira inseparável. Escreviam e editavam livros juntos, revisando os trabalhos e manuscritos um do outro. Que casal maravilhoso e exemplar!



Ao escrever, a memória transborda de tantas passagens, como nas visitas aos sábados em sua residência, à Rua Solon Pinheiro 1580, quando viajávamos por aquela enorme biblioteca, com estantes cobrindo todas as paredes, livros do chão ao teto e um telescópio refrator, junto à escrivaninha, que aguçava a curiosidade de ver os pormenores da lua ou outro objeto celeste.

 

 

 

 



Dona Jandira nos convidava para um café e logo outro convite vinha para o anoitecer, pois o céu estava propício para observação. Com o telescópio sendo aprontado, os corações disparavam contando os segundos para observar as crateras, mares e ranhuras lunares com a orientação de tão amável mestre, com seu entusiasmo que nos contaminava, multiplicando a curiosidade ao invés de aplacá-la, nos levando às perguntas que eram sabiamente respondidas. Sempre nos orientava sobre algum livro ou artigo para ler, o que não deixávamos de fazer ao chegar em casa e aguardar o sábado seguinte para outra nutrição intelectual. Quantos estudantes não passaram por essa experiência fascinante. Uma verdadeira aula digna dos grandes mestres do passado, uma academia aos moldes clássicos, onde a cultura era a atmosfera reinante.



Conhecedor e divulgador que era das ciências e das artes, era de uma versatilidade ímpar: Professor de Geografia, História, Cartografia, Paleontologia e Artes Plásticas, além de jornalista, contista e astrônomo, artista plástico como poucos, certa vez disse em tom filosófico: “sou apenas um homem que pergunta”, frase que o definiu e justificou sua incansável luta para mostrar o que há de belo na cultura, ciências e artes.



Sua modéstia nos faz lembrar de um trecho de seu “Memórias de Um Caçador de Estrelas”: “Tenho a impressão de que poderia ter-me dedicado exclusivamente à Astronomia. Mas é só impressão, pois creio não ter sido destinado a grandes coisas, nem na arte nem na Ciência. Gosto de ambas, mas como diletante, sem responsabilidade, descompromissado...
 


Creio que por isso não me tornei um astrônomo nem um artista. Minha vida toda foi dedicada, acredito que com muito gosto, trabalho e honestidade ao magistério da Geografia e da História. Agora, na última curva do caminho de minha vida, quando me preparo para ultrapassar o Grande Portão, espero ter cumprido aquilo a que me destinei.” (p. 220).

 

 

 

 



Filho de Otacílio de Azevedo (pintor e poeta), e de Teresa Almeida de Azevedo (desenhista). Foi em Fortaleza, Ceará, que nasceu a 30 de outubro de 1921. Tinha como irmãos, Miguel Ângelo de Azevedo, o Nirez, que é historiador e musicólogo; Rafael Sânzio de Azevedo, escritor, professor da Universidade Federal do Ceará e Maria Consuelo de Azevedo, Exímia professora da língua de Cervantes, todos também excelentes desenhistas. Foi de dona Tetinha, como era carinhosamente chamada sua mãe, que ainda menino recebeu as primeiras noções de desenho e, com o pai, aprendeu a pintar aquarelas. Seus estudos primários iniciaram na Escola XI de Agosto, mantida pelo Centro Estudantil Cearense, e Instituto Waldemar Falcão, do professor Filgueira Sampaio. Deu continuidade aos estudos no Colégio Agapito dos Santos, de Lauro de Oliveira Lima e Ruy Barbosa, de Clodomir Teófilo Girão (com quem aprendeu os rudimentos do português e o interesse pelo estudo da língua). Fez sua Licenciatura e Bacharelado em História e Geografia pela Faculdade Católica de Filosofia do Ceará, FAFICE, mantida pelos Irmãos Maristas (1953).



Já publicava na Impren­sa local artigos sobre Arte, Astronomia, Geografia e História. Mantinha uma coluna dominical de Astronomia e Mitologia na Página Infantil do jornal O ESTADO, de Alpheu Faria de Aboim (desde 1942).



Sua cultura e versatilidade prodigiosa o levaram a fundar em 23 de julho de 1939, juntamente com José Augusto de Moura, a Sociedade Cearense de Fotografia e Cinema. E em 1941, foi a vez da Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 26 de feve­reiro de 1947, aniversário de Camille Flammarion, o astrônomo de Juvisy, fundou a Sociedade Brasileira dos Amigos da Astronomia, primeira sociedade de estudos de Astronomia do Brasil. A fundação deu-se no Consulado do Paraguai, em Fortaleza.



Com a SBAA, realizou a primeira exposição de astronomia, a Exposição Palomar, a partir de 4 de dezembro de 1947, nos salões do Instituto Brasil-Estados Unidos, referente ao grande telescópio Hale, do Instituto Californiano de Astronomia, do qual recebeu fotos, esquemas, projetos, uma maquete do telescópio e uma coleção de fotografias obtidas com o telescópio, até então o maior do mundo. Foram expostos também os telescópios dos membros da SBAA, fotografias dos observatórios Lick, Griffith, da Associación Argentina Amigos de la Astronomia, globos celestes e terrestres, livros, revistas especializadas e mapas celestes. No 1º aniversário da SBAA, recebeu uma carta de Gabrielle Flammarion, do Observatório de Juvisy, França. Também nessa época fazia funcionar (até 1952) o Observatório Popular Flammarion, na residência de seu pai. Possuía uma luneta Vion, de 60 mm, em tubo de bronze (hoje no Museu do Eclipse, em Sobral, Ceará). Foi o primeiro observatório popular do Brasil. E produziu o primeiro Mapa Lunar, com sua luneta, cujo original se encontra no Museu Nacional de Astronomia, no Rio de Janeiro. Uma cópia (única) de seu mapa lunar, de 80 cm, encontra-se no Museu do Eclipse, em Sobral.

 


Em 1949, ajudou a fundar uma sociedade de astronomia fora do Brasil. Foi na Ilha de Elba (ilha do Mediterrâneo, onde Napoleão foi prisioneiro em 1814), através de correspondência, por solicitação do astrônomo-amador Fábio Augiolo Mibelli; mandou instruções, cópia dos estatutos da SBAA, "croquis" de observatório e telescópio, além de orientação sobre métodos de trabalho.



Através de artigos jornalísticos conheceu Jean Nicolini e Rômulo Argentière, onde passaram a corresponder-se, ficando amigos. Encomendou a Jean e seu cunhado Orlando Zambardino, que trabalhavam no Observatório do Capricórnio, em Campinas, São Paulo, um telescópio refletor de 100 mm de abertura, que foi doado à SBAA. Jean e Rômulo incentivaram Rubens a viajar para S. Paulo.
 


Foi para São Paulo em 1953. Ali desempenhou cargos relativos às suas habilidades pedagógicas e artísticas. Filiou-se à Associação Paulista de Belas Artes; organizou o Primeiro Salão Cearense de Artes Plásticas em São Paulo, na Galeria Prestes Maia. Fizeram parte todos os artistas cearenses representativos da época. No mesmo período, foi fazer parte do staff do Observatório do Capricórnio, ao lado de Jean Nicolini, Rômulo Argentière e Orlan­do Zambardino, onde, realizou trabalhos de Astronomia durante 14 anos. Foi nessa época que fundou, com seus amigos, na Capital paulista, a Sociedade Brasileira de Selenografia, SBS, a 18 de agosto de 1956 e a Sociedade Interplanetária Brasileira, liderada pelo engenheiro Thomás Pedro Bún.
 


Ainda nesse período foi membro da “Societé Astronomique de France”; da Associação Argentina “Amigos de la Astronomia”; da Sociedade de Astronomia Urânia e da Sociedade de Astronomia Cruzeiro do Sul. E “fellow member” da “International Lunar Society”, dentre outras nacionais e internacionais.
 

 

 

 

 


O Eclipse lunar 17/18 de novembro de 1956 foi um dos estudos mais importantes. Em cooperação com a Fundação Casper Líbero, fizeram o trabalho a 4 km da cidade de Itatiba, São Paulo. Após o obscurecimento do disco lunar, houve sensível permanência de brilho nas regiões de Aristarco, Proclus, Manilius e Byrgius. Os mares lunares ficaram com uma tonalidade sépia inusitada, com exceção do Sinus Aestuum e Sinus Meddi, “que se mostraram com um forte tom violáceo – matiz que foi verificado posteriormente no Mare vaporum. O Maré Crisium assumiu estranha tonalidade verde-paris.”.
 


Ainda em 1956, Rubens de Azevedo, Jean Nicolini, Paulo Gonçalves e Rômulo Argentière em observações de patrulhamento lunar, registraram atividades fora do normal nas crateras lunares de Tycho, Kepler, Proclus, Manilius e Byrgius, através do telescópio de 300 mm do Observatório do Capricórnio, de Jean.
 


Desenhou um mapa da lua de 2 metros de diâmetro no Pavilhão do Observatório do Capricórnio, que servia para orientar os visitantes durante as primeiras observações.
 


Ainda na década de 50 veio trabalhar a convite junto à Escola Municipal de Astrofísica e ao Planetário Municipal do Ibirapuera, onde ministrou cursos de Selenografia. A partir de sua residência em São Paulo, iniciou uma coluna de divulgação científica no DIÁRIO DE SÃO PAULO, matéria que era reproduzida em todas as capitais brasileiras através da Rede dos “Diários Associados”. Também manteve uma coluna sobre Astronomia e Ciências afins do diário paulista O TEMPO. Lançou seus primeiros livros de repercussão nacional, listados em sua Bibliografia, ao final do texto.
 


Foi desenhista das Editoras LEP e Melhoramentos. Elaborou para esta última a parte astronômica do Atlas Melhoramentos, de Geraldo Pauwels, do Pequeno Atlas Melhoramentos e do Pequeno Dicio­nário Brasileiro Melhoramentos.
Foi Orientador de Geografia do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial — SENAC, de São Paulo, viajando a todas as Escolas do interior do Estado, chegando a dirigir, por alguns meses, a Escola Senac de Ribeirão Preto. Ministrou cursos e proferiu palestras sobre astronomia nas cidades de Santos, São José do Rio Preto, Campinas, Sorocaba (onde foi professor Assistente de Astronomia e Astrofísica na Facul­dade de Filosofia), Bauru, São José dos Campos, depois em Cambuquira e Poços de Caldas, MG. Também um curso de Astronomia Instrumental na Facul­dade para a Formação de Professores de Petrolina sob o patrocínio do Governo de Pernambuco.



Ainda em nove de janeiro de 1963, quando dirigia os trabalhos de observação de um eclipse lunar no SENAC de Ribeirão Preto com uma equipe de astrônomos amadores, observou, partindo da cratera de Grimaldi em direção ao limbo lunar, um risco branco, nítido e fino, que ficou conhecido nos meios astronômicos como o Vale de Grimaldi. Com base em uma publicação feita na Revista Astronômica da AAAA – Associação Argentina Amigos de la Astronomia (XXXVI/159/1964), uma equipe da Sociedade Astronômica de Valparaíso (SAV), no Observatório de Paso Hondo, no Chile, fez uma observação do suposto vale no eclipse de 18 de dezembro de 1964. Desde então, passou a ser pesquisado pelos selenógrafos com técnicas mais aperfeiçoadas.



Os eventos culturais ligados às artes e às ciências foram muitos. Destacamos a IV Convenção Latino-Americana de Astronomia, em Buenos Aires, Argentina, ocorrida em 1964. Fez parte da comitiva brasileira junto aos astrônomos Jean Nicolini e Thomás Pedro Bún; no evento apresentou o trabalho "O Desenho Aplicado à Selenografia e à Planetologia". A comitiva trouxe para o Brasil a sede da liga, cuja diretoria foi eleita com unanimidade para o triênio: Thomás P. Bún, Presidente; Jean Nicolini, Secretário Geral e Rubens de Azevedo, Secretário de Publicações.



Durante um eclipse lunar, descobriu um objeto próximo à cratera de Grimaldi cuja existência foi confirmada por observatórios chilenos, que sugeriram à União Astronômica Nacional a atribuição do nome "Vale Azevedo". Muitos astrônomos já o observaram e fotografaram, tentando identificar sua natureza.

 

 

 

 

 


Convidado pelo intelectual Antônio Soares Filho a morar em Natal, RN, foi professor de Astronomia Geográfica na Fundação José Augusto, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Trabalhou também como Orientador Peda­gógico de Geografia no Senac/RN. Em Natal ajudou a fundar a Associação Norte-Riograndense de Astronomia, da qual o primeiro presidente foi o Dr. Antônio Soares Filho. No mesmo período, também com o Dr. Antônio Soares Filho, organizou o IV Congresso da Liga Latino-Americana de Astronomia, o qual se realizou entre oito e 15 de janeiro de 1967. A Liga permaneceria no Brasil por mais uma gestão, desta vez com a presidência do Dr. Antônio Soares Filho, sendo reeleitos Jean Nicolini (Secretário Geral) e Rubens de Azevedo (Secretário de Publicações).
 


Depois foi estabelecer residência em João Pessoa. Conheceu o professor Afonso Pereira da Silva, presidente da Fundação Padre Ibiapina, onde instalou o Observatório Astronômico da Paraí­ba. Recebeu um prêmio da Secretaria de Cultura do Estado, pelos trabalhos realizados pelo Observatório. Como era selenógrafo, passou a trabalhar no projeto Apollo, da NASA, a convite do Observatório Nacional/CNPq. Ficou como membro ativo do Lunar International Observers Network - LION (criado pela NASA para o programa APOLLO), por seis anos. Na missão Apollo 11, descobriu na cratera de Aristarco um TLP, ou fenômeno lunar transitório, confirmado pelo astronauta Edwin Aldrin, quando ainda estava em órbita da Lua. Observou um brilho incomum, em 19 de julho de 1969, nas crateras Censorinus e em Biot. Em 15 de novembro de 1969, volta a observar o brilhamento em Censorinus, com J. Fernandes.



Também realizou o “Primeiro Curso Brasileiro de Astronomia Pelo Rádio”, pela Rádio Correio da Paraíba. Juntamente com o presidente da Fundação Padre Ibiapina e o Instituto de Desenvolvimento da Paraíba, organi­zou o I Encontro Nacional de Astronomia (1970), ao qual compareceram astrônomos de todo o País. Foi nesse encontro que foi criada a União Brasileira de Astronomia, UBA, da qual Rubens foi o primeiro presidente. Ao mesmo tempo, ajudou a fundar a Associação Paraibana de Astronomia. Também participou como membro do Instituto de Genealogia e Heráldica da Paraíba.



Nas artes, mesmo sendo figurativista, pintou15 telas abstratas, que foram expostas na "Four Planets Gallery", de Nova Iorque. Por volta de 1973, retornou a Fortaleza, Ceará, onde trabalhou na Empresa Cearense de Turismo — EMCETUR. Ali, com Francisco José Ferreira Gomes, fundou a Garden — Galeria de Arte da Emcetur, que projetou diversos novos artistas. O Teatro de Bolso da EMCETUR foi inaugurado com uma exposição de aquarelas de Rubens, com o tema Fortaleza Antiga. Realizou outras exposições, tais como a do Ideal Club, Nuclearte, Teleceará, dentre outras. Participou como jurado por várias vezes do Salão dos Novos, do Salão de Abril e do Salão da Unifor. Foi Diretor da Casa de Cultura Raimundo Cela. Participou do I Colóquio de Astronomia do Nordeste (Fortaleza, CE - 1975).


Após seu retorno à terra natal, recebeu o título de Presidente de Honra da Socie­dade Brasileira dos Amigos da Astronomia, SBAA, fundada por ele em 1947. No Jornal O POVO, de Fortaleza, publicou a coluna Visões do Cosmos. Foi também membro da União Brasileira de Escritores (Seção Amazonas).



Rubens de Azevedo foi Professor de Geografia Astronômica da Univer­sidade Estadual do Ceará e Coordenador do Observatório Astronômico Oto de Alencar da mesma entidade. Era hábil em fazer maquetes e modelos tridimensionais de astronomia que usava em suas aulas; preparou uma maquete do Observatório Imperial do Rio de Janeiro ao tempo de D. Pedro II (1881), época em que foi dirigido pelo famoso astrônomo francês Emmanuel Liais, que está exposta no Museu Nacional de Astronomia. Membro do Instituto do Ceará desde 1981. Foi Tesoureiro e depois 2º Secretário e pertenceu à Comissão de Geografia.
 


Devido ter trabalhado no 1º planetário do hemisfério sul, conhecia a importância desse equipamento como bem cultural de uma cidade, incentivando sua construção por onde passava. Por exemplo, idealizou muitos projetos de um planetário para Fortaleza, defendeu em publicações. Levou muitos projetos a políticos como o então governador Ciro Gomes, que acatou sua idéia que anos depois veio a culminar com a criação do planetário, a 28 de abril de 1999, que leva o seu nome, no Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura. Uma justa homenagem a quem tanto lutou pela divulgação de tão nobre ciência.

Fonte: Blog Astronomia em Fortaleza (Heliomárzio Moreira) em 26/02/2008.

Disponível em http://astronomiaemfortaleza.blogspot.com/2008/02/61anos-da-criao-da-sbaasociedade.html